Esgoto DomésticoA água usada nas atividades domésticas se transforma no resíduo líquido conhecido como esgoto, que pode causar sérios problemas tanto ao meio ambiente quanto à saúde das pessoas. O esgoto doméstico pode ser tratado com relativa facilidade antes de ser lançado no ambiente. Infelizmente, tratamento de esgoto nunca foi prioridade para o poder público e para a população em geral, o que resulta em baixos índices de coleta e tratamento no Brasil.
Quando falamos no problema do esgoto temos que pensar em dois tipos de impacto: o sanitário e o ambiental. O impacto sanitário envolve os problemas de saúde pública causados pelo esgoto, que propaga doenças quando não é coletado e tratado corretamente. As estatísticas mostram que a qualidade de vida da população está ligada diretamente a boas condições sanitárias. Por muito tempo, as ações públicas e individuais em relação ao esgoto deram prioridade somente ao aspecto sanitário. A questão ambiental só começou a ser considerada recentemente. No mundo atual, porém, não faz sentido resolver apenas os problemas do esgoto que ameaçam a saúde da população. A saúde do ambiente também deve ser preservada, afinal, se o ambiente se degradar, a qualidade de vida da população vai cair também. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 30% da população brasileira recebem água vinda de fontes inseguras e 56% não têm solução adequada para a disposição de esgoto. 5,39% da população urbana e 10% da rural lançam esgoto em vala, rio, lago, mar ou outro tipo de escoadouro. Além disso, 31,4% dos moradores de cidades não têm banheiro, o que ocorre com 37,61% da população rural. No Brasil, 47% das cidades não têm uma rede coletora de esgoto.
Dos mais de 5 mil municípios brasileiros, apenas cerca de 50 recolhem e tratam adequadamente os esgotos domésticos gerados e que não podem parar de ser gerados, e que vêm degradando, de forma impiedosa e contínua, os nossos recursos hídricos de água doce e nossos mares.
Fonte
http://www.vivaterra.org.br/
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