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Sistemas de esgotos

É característico de qualquer comunidade humana, o consumo de água como uma necessidade básica para desempenho das diversas atividades diárias e, conseqüentemente, a geração de águas residuárias sem condições de reaproveitamento


A água consumida na comunidade deve ser de procedência conhecida, requerendo, na maioria das vezes, tratamento prévio para que ao atingir os pontos de consumo, a mesma esteja qualificada com um grau de pureza que possa ser utilizada de imediato para o fim a que se destina. As instalações necessárias para que a água seja captada, tratada, transportada e distribuída nos pontos de consumo constituem o sistema de abastecimento de água.
Os processos de consumo da água, na sua maioria geram vazões de águas residuárias que, por não disporem de condições de reutilização, devem ser coletadas e transportadas para locais afastados da comunidade, de modo mais rápido e seguro, onde, de acordo com as circunstâncias, deverão passar por processos de depuração adequados antes de serem lançadas nos corpos receptores naturais. Este condicionamento é necessário para preservar o equilíbrio ecológico no ambiente atingido direta ou indiretamente pelo lançamento. Este serviço é executado pelo sistema de esgotos sanitários.
A geração de resíduos sólidos, o lixo, também é uma conseqüência da presença humana. Sendo sua constituição de teor insalubre e de presença incômoda para a população humana, deve ser coletado de modo sistemático e seguro e transportado para locais de beneficiamento, incineração, etc, ou áreas de depósito previ-amente determinadas e preparadas, isoladas do perímetro habitado a fim de evitar interferência no desempenho das atividades vitais da comunidade.
Paralelamente à operação dos serviços citados devem também ser drenadas as águas de escoamento su-perficial, em geral vazões sazonais de origem pluvial, através de um sistema de galerias e canais, para os corpos receptores de maior porte da área tais como córregos, rios, lagos, etc. A existência desse conjunto de condutos artificiais de esgotamento‚ denominado de sistema de drenagem pluvial ou sistema de esgotos pluviais, é fun-damental para preservação da estrutura física da comunidade, pela redução ou controle dos efeitos adversos provocados pela presença incontrolada dessas vazões.
Entende-se, pois, que a existência dos serviços descritos são essenciais para o bem-estar de toda uma comunidade humana. Por definição, esse conjunto de serviços compõe o denominado Saneamento Básico, e tradicionalmente tem sido de responsabilidade, pelo menos no seu gerenciamento, do poder público imperante na coletividade.
É fundamental, também, observar-se que a boa operação e confiabilidade dos sistemas que compõem as atividades de Saneamento Básico respondem diretamente por melhores condições de saúde, conforto e segurança  e  produtividade  em  uma  comunidade  urbana.


Fonte:http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/ES01_01.html
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Saneamento Básico


O saneamento básico, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o gerenciamento ou controle dos fatores físicos que podem exercer efeitos nocivos ao homem, prejudicando seu bem-estar físico, mental e social.
Outra definição é a trazida pela Lei do Saneamento Básico (apelido dado para a Lei Ordinária N.º 11.445 de 05 de janeiro de 2007 que estabelece as diretrizes básicas nacionais para o saneamento), que o define como o “conjunto de serviços, infra-estruturas e instalações operacionais de:” abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais.


A falta de saneamento básico é um dos problemas mais graves nas grandes periferias do Brasil.
Seja qual for a definição utilizada, o certo é que o saneamento básico está intimamente relacionado ás condições de saúde da população e mais do que simplesmente garantir acesso aos serviços, instalações ou estruturas que citam a lei, envolvem, também, medidas de educação da população em geral e conservação ambiental.

Segundo o conceito de Promoção de Saúde proposto pela OMS desde a Conferência de Ottawa, Japão, em 1986, um dos fatores mais importantes da saúde são as condições ambientais. O que abrange o lugar, ou meio em que se vive que, quando insalubre pode ocasionar e transmitir várias doenças e, também, as condições do meio ambiente em que a pessoa está inserida, pois a qualidade do ar, da água e do solo também são fatores determinantes para saúde das pessoas. Basta citar como exemplo as doenças respiratórias causadas pela poluição das grandes cidades.

História do Saneamento Básico
A preocupação com o saneamento básico é algo que vem desde a antiguidade quando do surgimento e expansão das primeiras cidades. O primeiro aqueduto de que se tem notícia foi construído em 691 a.C., na Assíria. Sem falar nos que foram construídos em Roma com quilômetros de extensão. Entretanto, por muito tempo, os conhecimentos que eram adquiridos por uma civilização acabavam morrendo com ela e, por isso, a cada nova civilização os conhecimentos tinham de ser redescobertos. Junto com seus benefícios.

Atualmente o benefício mais difundido do saneamento básico tem a ver com sua característica de prevenção. Estudos comprovam que para, aproximadamente, cada 1 real investido em saneamento básico têm-se um economia de 4 reais com assistência médica. É que com o acesso a água potável e condições mínimas de higiene, inúmeras doenças podem ser evitadas, dispensando o tratamento e todos os custos advindos dele.
Infoescola

Saneamento – A despoluição do Tiete

Trata-se de uma técnica conhecida há pelo menos 50 anos e pode ser a saída para o Tietê e o Pinheiros.
Por meio de flotação, cerca de 99% dos coliformes fecais e 95% do fósforo presente nos 2 rios podem ser removidos sem que o curso seja desviado.
Calcula-se que sejam extraídos dos rios, por dia, de 100 a 300 toneladas de lodo.
Coliformes são bactérias indicativas da presença de fezes num meio.
O fósforo alimenta algas que conferem odor, cor e sabor desagradável as águas. A flotação agrega partículas de ar aos poluentes levando-os á superfície, onde são recolhidos, técnica utilizada em esgotos.
A água do Rio tem nível zero de oxigênio no início do processo e no final tem 8 ml por litro, permitindo a sobrevivência de peixes.
O objetivo não é transformar tais rios em fontes de água mineral ou parque de lazer aquático. A meta é tornar a água limpa o suficiente para que seja bombeada para a represa Bilings .



autor Carlos Rossi

O que é DBO?


O que é Demanda Bioquímica de Oxigênio?
A função principal do nosso sistema de tratamento é receber o efluente e submete-lo a um processo biológico, tendo como objetivo minimizar a sua quantidade de D.B.O existente. Mas o que é D.B.O?
D.B.O. significa Demanda Bioquímica de Oxigênio, ou seja, é a quantidade de oxigênio necessária para estabilizar a matéria orgânica. O método de tratamento com reator UASB + filtro biológico promove uma diminuição de até 90% do nível de DBO. Quanto menor o nível de DBO, menos poluente é o efluente.
Para efeitos comparativos:A água pura tem 10ml/l de oxigênio dissolvido;
Peixes sensíveis precisam de 5 a 6 ml/l de oxigênio para sobreviverem, enquanto que peixes mais resistentes, como o bagre, sobrevivem em 2 a 3 ml/l de oxigênio dissolvidos na água;
O esgoto doméstico precisa, para ser degradado, de aproximadamente 300ml/l de oxigênio (DBO). Após tratamento com o sistema Delta Ambiental, o efluente resultante tem em torno de apenas 30 ml/l de DBO, não causando danos ao meio ambiente se for disposto corretamente e atendendo as exigências legais.

Estação de tratamento de águas residuais


Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que, no Brasil, se designa oficialmente também por Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), são estações que tratam as águas residuais de origem doméstica e/ou industrial, comumente chamadas de esgotos sanitários ou despejos industriais , para depois serem escoadas para o mar ou rio com um nível de poluição aceitável (ou então, serem "reutilizadas" para usos domésticos), através de um emissário, conforme a legislação vigente para o meio ambiente receptor.
Numa ETAR as águas residuais passam por vários processos de tratamento com o objectivo de separar ou diminuir a quantidade da matéria poluente da água.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Sistemas Compactos de Tratamento de Esgotos



Apresentação
O sistema consiste em conjuntos de reatores e filtros biológicos, além de demais acessórios.O tratamento do afluente segue o processo anaeróbio, que consiste na multiplicação de bactérias que se alimentam dos dejetos sólidos e não necessitam de oxigênio para sobreviverem. Estes equipamentos foram projetados especificamente para essa finalidade e por isso produzem um efluente que atende plenamente aos padrões estabelecidos pelos órgãos ambientais, pois têm uma eficiência de 70 a 80% na remoção de DBO (demanda bioquímica de oxigênio).Vale salientar que são encontradas no mercado diversas ofertas de estações de esgotos que, na realidade, não passam de caixas d’água adaptadas que comprometem todo o resultado final.As estações de tratamento Delta Ambiental baseiam-se nos parâmetros das normas ABNT – NBR 7229/93 e 13969/97 e tem o aval do engenheiro químico, especialista em saneamento ambiental Rogélio Lionel King, CRQ nº 4428177.